Dá uma busca na sua miniatura / Juntos pelo colecionismo
O Porsche 911 real foi apresentado em 1963. Não demorou muito para que a indústria de brinquedos percebesse o potencial daquelas linhas imortais desenhadas por Butzi Porsche.
No Brasil, a trajetória do 911 em miniatura cruza com a história da nossa própria indústria de brinquedos e as barreiras de importação do país.
1. Os Anos de Chumbo e as Marcas Nacionais (Anos 70 e 80)
Devido às restrições severas de importação no Brasil durante os anos 1970 e 1980, as miniaturas estrangeiras originais (como Matchbox inglesas) eram raras e caras. Isso abriu espaço para a produção nacional sob licença ou cópias autorizadas:
Inbrima e Matchbox de Manaus: A Matchbox selou uma parceria com a Inbrima para produzir carrinhos na Zona Franca de Manaus. Os Porsches produzidos nessa época tinham cores e acabamentos de pintura exclusivos do mercado brasileiro, o que os torna altamente valiosos e disputados por colecionadores internacionais hoje em dia.
Brinquedos Rei: Outra marca nacional icônica que produziu modelos sob licença da italiana Siku e da própria Matchbox. Seus modelos do Porsche 911 (frequentemente na versão de corrida ou polícia) fazem parte da infância de muitos brasileiros daquela geração.
2. A Abertura de Mercado e a Febre do Colecionador (Anos 90 em diante)
Com a abertura das importações nos anos 1990, o mercado brasileiro foi inundado por marcas globais:
Maisto e Burago (Escala 1:18): O colecionismo de modelos maiores explodiu no Brasil. O Porsche 911 Carrera e as versões Cabriolet da Maisto e da Burago tornaram-se itens obrigatórios nas prateleiras de escritórios e quartos de entusiastas brasileiros.
Uma Hegemônia da Hot Wheels: A chegada oficial e massiva da Mattel ao Brasil transformou o mercado. O Porsche 911 passou a figurar tanto nas linhas básicas de R$ 10 a R$ 15 quanto em séries especiais altamente detalhadas (Boulevard, Car Culture).